
Quase oito anos depois da invasão americana em resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão realiza sua segunda eleição presidencial sob uma ofensiva da milícia fundamentalista dos Talebã e denúncias de fraude.
Na época, a invasão tinha três objetivos neutralizar e destruir a Al Caeda e Bin Laden; destruir a vasta indústria de ópio no Afeganistão, que seria uma das fontes de renda do grupo; e interromper o tráfico de ópio para os EUA e para o Reino Unido.
Mas, em vez de caçar Osama Bin Laden e sua turma, o governo George W. Bush preferiu desviar suas atenções para o Iraque de Saddam Hussein. O resto, como dizem por aqui, história.
O presidente Barack Obama herdou duas guerras de Bush. Optou por encerrar a intervenção no Iraque para se concentrar no Afeganistão e no Paquistão, de onde acredita que vem as maiores ameaças terroristas.
A história das relações entre EUA e Afeganistão é longa. No início dos anos 80, os EUA ajudaram os afegãos quando o país foi invadido pela então União Soviética. Treinaram e doaram armas para aqueles que dizem por aí, são os Talebãs de hoje. Um bom filme que mostra essa história é Charles Wilson’s War (Jogos do Poder).
Uma das lições que os americanos parecem ter aprendido com a história dos anos 80 no Afeganistão é que não se pode simplesmente deixar um país em ruínas e abandonar seu povo, depois de uma invasão militar. Há que se ajudar a construir, fisicamente, uma sociedade que geralmente fica completamente destruída e pode ser palco para grupos de revoltados se unirem.
Muitos por aqui têm questionado as razões de se manter tropas no Afeganistão. Talvez os EUA esteja no caminho certo, desta vez.
E continuando nossa série com perguntas – e respostas – que têm probabilidade de aparecerem num teste de naturalização americana, segue:

