Posted by: Simone Talarico Ross | August 23, 2007

Sobre rinha de galos e dogfighting

Um assunto que tem estado em todos os jornais diariamente por aqui, me chama a atenção, porque me parece que o resultado vai ser bem diferente de um acontecimento semelhante, que ocorreu no Brasil.

Um jogador de futebol americano, Michael Vick, foi indiciado por participar no que é considerado crime em 48 estados americanos: briga de cachorro (dogfighting). Além disso ele é acusado de possuir cães para luta e de exterminar aqueles que não tinham, digamos, um bom resultado nos ringues. A matança era feita afogando os animais ou enforcando-os. Soma-se a isto a participação dele no transporte de alguns cães para outros estados para “competirem”.

Depois de alguns dias, 25 pra ser mais específica, dizendo que não tinha nada a ver com o assunto, negando participação em tudo, Vick agora resolveu dizer que é culpado de todas as acusações – isso depois de seu amigos se entregarem e confirmarem que iriam depor contra ele no caso, e da ameaça de pegar 5 anos de prisão.

Ao que tudo indica, o jogador de 27 anos, que assinou um contrato com o atual time, o Atlanta Falcons, em 2004, de 10 anos por 130 milhões de dolares, deve pegar de 12 a 18 meses de prisão – sim, ele vai para a prisão, mesmo que fique só seis meses. Também deve pagar uma gorda multa. Mas, além disso, a carreira do atleta está em risco. Vários patrocinadores já estão saindo da vida do jogador. A audiência também não vai demorar. A data esta marcada para o próximo dia 27, e o resultado da sentença sai em dezembro.

Este caso me lembrou aquele do marketeiro de Lula, Duda Mendonça e de um vereador carioca muito famoso, Jorge Babu, onde os dois foram pegos, em flagrante, numa rinha de galos, no Rio de Janeiro, em outubro de 2004. Além da ridícula tentativa da famosa “carteirada” (o publicitário foi logo dizendo que era assessor do presidente), Mendonça, pelo que eu saiba, nunca foi condenado, apesar de responder a três acusacoes no total, que poderia dar a ele 2 anos de prisão e, por causa disso, a não ter direito ao habeas corpus. Mas, o resultado foi bem outro. Ele saiu no dia seguinte por habeas corpus e, segundo depoimentos dos delegados reponsáveis pela prisão, perseguiu os policiais, transferindo-os da Delegacia Contra Crimes Ambientais no Rio de Janeiro. Em resumo, um vexame!

Será que podemos aprender um pouco com este caso americano? Vou acompanhar pra ver se, realmente, aqui, isso não acaba em pizza.


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