Posted by: Simone Talarico Ross | March 8, 2010

Oscar 2010 – minha análise final

Porque hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher, vou começar minha análise sobre a cerimônia de ontem do Oscar, falando sobre o prêmio de melhor diretor.  Kathryn Bigelow mereceu a estatueta, como mereceria James Cameron e Quentin Tarantino. Esta era uma das categorias mais difíceis, na minha opinião.

Mas vou logo dizendo que Guerra ao Terror (The Hurt Locker) não foi o melhor filme do ano. Quando Tom Hanks anunciou o vencedor nessa categoria – aliás ele parecia correndo contra o tempo – me desapontei e fiquei pensando porque o pessoal da Academia (diga-se o povo que faz filmes) preferiu esse filme a Avatar. Cheguei à conclusão de que a única razão deve ser a demonstrada arrogância de James Cameron, ao receber o Oscar por Titanic, 12 anos atrás . Não há outra explicação.

 Avatar tem uma história original, profundidade de detalhes na caracterização dos personagens, com nenhum detalhe sendo de graça. Cameron dá vida à tela, enfim, ele faz mágica cinemática. O filme contém tanto detalhe visual que vale a pena ser visto mais de uma vez. Não se pode dizer o mesmo da maioria dos filmes que gastam essa quantia de dólares. A trilha sonora é um espetáculo à parte, mas ao mesmo tempo não aparece para ditar emoções. Enfim, o filme é superbo.

Guerra ao Terror tenta realizar o que passa na cabeça de uma pessoa, uma história um tanto restringida, apesar de autêntica, sobre a guerra do Iraque. Acho que o trabalho de câmera e a edição desse filme é o que funciona, por isso concordo com a premiação nas categorias de direção e edição.  A premisa de que ser herói custa caro, é bem articulada no filme. Mas eu encontrei várias cenas que eu posso jurar que ela se “inspirou” em alguns outro filmes de guerra que foram ícones nesse gênero…

Sandra Bullock, atriz queridíssima do público, super-simpática, que fez um filme muito bom – Blind Side (Um sonho possível) -, ganhando da atuação de  Meryl Streep in Julie & Julia? Sei lá, pareceu muito estranho… Gostei muito da atuação das duas, mas não acho possível compararmos… Principalmente quando Bullock também recebeu esse ano o Framboesa de Ouro, por sua atuação em Maluca Paixão (All About Steve). Tudo bem que atores fazem escolhas ruins, podem escorregar aqui e ali, mas mesmo assim. além disso, essa não é a primeira vez que ela ganha o Razzies (como é chamado o Framboesa por aqui).

Já a categoria masculina ão teve nenhuma surpresa, uma vez que as atuações ese ano não foram lá das melhores…

Já a cerimônia… Bem, apesar de gostar muito do ator Steve Martin e aturar Alec Baldwin como comediante, achei a dupla péssima. Eles quase nem apareceram e quando o fizeram foi, na maior parte, para deixar todo mudo desconfortável. Aliás, acho de muito mal gosto essa insistência em rotular Bigelow como “ex-mulher” de Cameron. Eles foram casados de 1989 à 1991, quase duas décadas atrás! E ela mostrou que é muito mais do que isso.

Particularmente, eu gosto de assistir o Oscar não por causa das premiações, porque geralmente já sabemos quem vai levar as estatuetas nas principais categorias. Gosto dos discursos. Mas esse ano, para evitar o lenga lenga demorado dos agradecimentos dos vencedores, os organizadores do evento não deixaram os discursos passarem de 45 segundos. Astros e estrelas tiveram que manter o discurso curto, evitando a longa lista de agradecimentos a agentes, diretores, parentes e até o médico de sua mãe, como foi o caso da atriz Greer Garson que, em 1942, fez o discurso mais longo da história da premiação (mais de uma hora).

Então eles pediram aos vencedores do Oscar para fazerem dois discursos: um no palco, sobre o significado da conquista do prêmio a eles, e outro nos bastidores, quando eles podiam agradecer a quem quiserem para uma câmera. Posteriormente, os vídeos foram disponibilizados na internet e poderão ser enviados a amigos ou postados em sites de relacionamentos.

Desapontada com o resultado final para melhor filme estou. Mas já estava desapontada desde o começo pela ausência de Watchmen na lista, então, de tudo ficou um pouco, não muito – como dizia Drummond.


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